Amortizar financiamento Caixa: como fazer e quando vale a pena

Amortizar financiamento Caixa: como fazer e quando vale a pena

Leia em 7 minutosAmortizar financiamento Caixa reduz o saldo devedor do seu contrato e diminui os juros que você paga até o fim do prazo. O efeito aparece de duas formas possíveis: parcelas menores ou menos tempo de pagamento, dependendo da opção que você escolher. Neste artigo, você vai entender como amortizar financiamento Caixa na prática: pelo aplicativo Habitação, com ajuda do gerente ou usando o FGTS. Também vai ver quando essa decisão faz sentido, com um exemplo numérico completo para deixar tudo mais concreto. Para ilustrar cada explicação, vamos usar o mesmo exemplo ao longo do texto: um financiamento de R$ 350.000, pelo sistema SAC, com taxa de 12% ao ano, prazo de 30 anos (360 meses) e correção pela TR (Taxa Referencial) de 1,5% ao ano sobre o saldo devedor. Sem nenhuma amortização extra, esse contrato paga cerca de R$ 700.222 em juros ao longo de toda a vida do financiamento, com a primeira parcela em R$ 4.298,63 e a última em R$ 1.534,08. O que é amortização de financiamento Amortização é o processo de reduzir aos poucos o valor de uma dívida por meio de pagamentos periódicos. No caso do financiamento imobiliário, cada parcela paga é dividida em duas partes: uma cobre os juros do período e a outra reduz o saldo devedor, que é o valor que ainda falta pagar. No começo do contrato, a maior parte da parcela costuma cobrir juros. Com o tempo, essa proporção se inverte: uma fatia maior passa a reduzir o principal, e os juros pesam menos. No nosso exemplo de R$ 350.000, isso explica por que a parcela cai de R$ 4.298,63 no primeiro mês para R$ 1.534,08 no último: no sistema SAC, a fatia de amortização é sempre parecida, mas os juros cobrados sobre um saldo cada vez menor vão diminuindo. Vale lembrar que a TR corrige o saldo devedor, o que aumenta o total de juros pago ao longo do contrato (por isso, no nosso exemplo, os juros somam R$ 700.222 com TR, contra R$ 599.454 se não houvesse correção). Mesmo assim, a TR não estende o prazo contratado: o ajuste é absorvido na parcela, não em meses extras no fim do financiamento. Quando você faz uma amortização extraordinária, ou seja, um pagamento além da parcela normal, esse valor entra direto no saldo devedor. Isso muda o cálculo dos juros das parcelas seguintes, porque eles passam a incidir sobre uma dívida menor. Vale a pena amortizar financiamento Caixa? A resposta depende de uma comparação simples: a taxa de juros do seu financiamento contra o retorno que seu dinheiro pode ter em outro investimento. Voltando ao nosso exemplo: imagine que, todo ano, a partir do 12º mês, você usa o 13º salário, as férias e parte de uma restituição do Imposto de Renda para amortizar o equivalente a até 3 parcelas do financiamento, e opta por reduzir o prazo. Nesse cenário, o prazo cai de 360 para cerca de 221 meses (18,4 anos), e a economia total de juros ao longo do contrato chega a R$ 325.993,14 em relação a não amortizar nada. Ou seja, ao amortizar, você está garantindo um retorno equivalente à taxa de juros do financiamento, 12% ao ano, sobre aquele valor, sem correr nenhum risco. Se você tivesse uma aplicação segura com retorno líquido de impostos de 10% ao ano, por exemplo, ela renderia menos do que o custo do financiamento, e amortizar seria a escolha mais vantajosa. Se, por outro lado, você tivesse uma aplicação segura rendendo mais de 12% ao ano líquido de impostos, manter o dinheiro investido faria mais sentido matemático, mesmo abrindo mão da tranquilidade de reduzir a dívida mais rápido. Por isso, antes de decidir, vale comparar: Além da conta financeira, existe o lado emocional de estar com uma dívida menor ou quitada. Para muita gente, essa tranquilidade também tem valor, mesmo quando a matemática pura aponta para outro caminho. Como funciona amortizar financiamento na Caixa Depois de decidir amortizar, o passo seguinte é escolher onde e como fazer o pagamento extra. A Caixa oferece basicamente dois caminhos: pelo aplicativo Habitação ou com o apoio direto de um gerente na agência. Em qualquer um dos dois casos, você vai precisar escolher entre duas formas de aplicar o valor amortizado. Veja como cada opção se comporta no nosso exemplo de R$ 350.000, considerando uma amortização de até 3 parcelas por ano, todo ano a partir do 12º mês: Critério Reduzir prazo Reduzir prestação Prazo restante Cai de 360 para ~221 meses (18,4 anos) Continua em 360 meses Parcela Segue caindo, de R$ 4.298,63 até R$ 1.180,43 Cai bem mais rápido, chegando a R$ 222,77 no fim Economia total de juros R$ 325.993,14 R$ 223.231,35 Melhor para quem Quer sair da dívida mais rápido Precisa de alívio no orçamento mensal A escolha entre essas opções depende do seu objetivo. Quem quer se livrar da dívida mais rápido tende a preferir reduzir o prazo, porque a economia total de juros é maior. Quem busca alívio no orçamento mensal costuma optar pela redução da parcela. Amortizar pelo app Habitação: passo a passo atual O aplicativo Habitação, da Caixa, é o canal mais rápido para simular e solicitar uma amortização extraordinária sem precisar ir à agência. Veja o caminho completo dentro do app hoje: Uma dica de quem já passou por isso: o dia do mês em que você amortiza também importa. Como os juros são calculados sobre o saldo devedor diariamente, o ideal é amortizar logo depois do débito da parcela mensal, e não perto do vencimento seguinte. Assim, o saldo menor gera economia de juros durante todo o próximo ciclo. Para usar essa via, o contrato precisa estar em dia, sem parcelas em atraso. Se houver atraso, regularize antes de tentar amortizar, porque o sistema não libera a opção enquanto existir pendência. Amortizar com ajuda do gerente Quem prefere confirmar as condições pessoalmente, tirar dúvidas ou lidar com um valor mais alto pode procurar diretamente o gerente responsável pelo contrato na agência da Caixa. Nesse