Bimarketing: Entenda o que é e como aplicar no seu conteúdo

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17/07/2026

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6 minutos

REDATOR(A)

Allan

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Índice

No século 21, conteúdo virou o novo petróleo dos negócios. Ele é o combustível que faz uma marca crescer e se conectar com o público. O problema é que produzir conteúdo com constância nem sempre é simples: muitas empresas travam sem saber por onde começar ou como fazer isso sem gastar uma fortuna.

Os números confirmam esse movimento. O mercado global de marketing de conteúdo já movimenta a casa de centenas de bilhões de dólares por ano, com projeções de crescimento de dois dígitos nos próximos anos. No Brasil, 94% dos internautas já compram pela internet, e 75% fazem isso pelo menos uma vez por mês, segundo dados da Opinion Box. Entre os profissionais de marketing B2B, 92% já colocam o marketing de conteúdo no centro da estratégia, segundo o Digital Marketing Institute.

Isso significa que o problema não é mais convencer alguém de que conteúdo importa. O problema é saber o que criar, e é exatamente aí que a maioria trava.

É aqui que entra o bimarketing: um sistema prático para organizar a produção de conteúdo de marketing, feito tanto para quem está começando quanto para quem já produz conteúdo e quer um método mais estruturado. Ele não é uma tecnologia nova nem uma fórmula mágica. São só duas decisões simples, repetidas sempre que você for planejar um novo conteúdo.

Como funciona o bimarketing

O bimarketing parte de duas decisões. A primeira é sobre a origem da demanda: o conteúdo nasce de uma busca que já existe, chamada de demanda explícita, ou de um comportamento que a audiência ainda nem sabe nomear, chamada de demanda comportamental.

A segunda decisão é sobre o que fazer com o conteúdo depois de identificar essa demanda. Você pode expandir, multiplicando a presença sobre um assunto inteiro, ou refinar, concentrando esforço no que já deu certo.

Juntas, essas duas decisões formam as quatro etapas do bimarketing: escuta de mercado, escuta de audiência, ocupação total e otimização total. É um jeito simples de organizar qualquer estratégia de marketing de conteúdo, sem precisar de dezenas de variáveis pra decidir o que produzir.

As quatro etapas do bimarketing

Cada uma das quatro etapas responde a uma pergunta diferente dentro da sua estratégia de conteúdo. Duas fontes de demanda, dois tratamentos de conteúdo: nunca mais que isso.

As duas fontes do bimarketing: e as quatro etapas
As duas fontes do bimarketing: e as quatro etapas

1. Escuta de mercado

Escuta de mercado é a etapa em que buscamos entender o que o cliente já pesquisa sobre o tema, antes de qualquer conteúdo ser criado. Chamamos isso de SEO: a lógica de descobrir o que já é buscado e com quais palavras exatas isso é buscado.

Essa etapa se apoia em algumas fontes de dado. O autocompletar do Google e do YouTube revela as variações reais que o público já digita sobre o tema, sendo que a busca em texto e a busca em vídeo costumam trazer variações diferentes. A seção “As pessoas também perguntam”, que aparece nos resultados do Google, mostra perguntas relacionadas ao mesmo tema, formuladas pelo próprio comportamento de busca de quem já pesquisou.

E ferramentas como vidIQ, Planejador de Palavras-chave do Google Ads, Ubersuggest, SEMrush, Ahrefs e Google Trends quantificam esse comportamento: mostram volume de busca, concorrência e tendência de cada termo ao longo do tempo. Nenhuma dessas fontes substitui a outra, elas se complementam.

Bimarketing: escuta de mercado
Imagens de exemplo do canal da bextplay, que faz parte da bext.vc

Essas variações de termo se dividem em três categorias:

  • Palavras de cauda curta: termos genéricos, com uma ou duas palavras. Têm alto volume de busca, mas também bastante concorrência. Exemplo: “financiamento”, “empréstimo”.
  • Palavras de cauda média: frases um pouco mais específicas, com três a cinco palavras. Combinam volume de busca moderado com concorrência razoável. Exemplo: “financiamento imobiliário com taxa baixa”.
  • Palavras de cauda longa: pesquisas detalhadas e específicas. Costumam ser menos competitivas, mas com alta intenção de compra ou ação. Exemplo: “melhores bancos para financiamento de imóveis com taxas baixas”.

2. Escuta de audiência

A escuta de audiência é onde a mágica acontece. Depois de capturar o público com conteúdo otimizado para busca, é hora de criar material original, baseado nas interações geradas pela etapa anterior.

Essa etapa transforma o engajamento (comentários, perguntas e reações) em combustível para novos conteúdos. O objetivo é responder às dúvidas e interesses do público de um jeito único e inovador, criando um relacionamento contínuo com a audiência.

Exemplos de como isso funciona na prática:

  • Dúvida vira tutorial: se um artigo sobre “financiamento de imóvel com taxas baixas” gerou perguntas sobre como calcular as parcelas, isso pode virar um vídeo tutorial explicativo ou uma calculadora interativa no site.
  • Interação vira aprofundamento: se um post sobre “investimentos seguros” recebe muitas interações pedindo mais detalhes sobre diversificação, pode nascer um vídeo mais completo sobre esse tópico.
Imagens de exemplo do canal da bextplay, que faz parte da Bext.vc

Esse processo transforma o conteúdo de uma resposta simples em algo envolvente e personalizado, promovendo um ciclo contínuo de interação. É uma abordagem que vai além do conteúdo informativo, aproximando-se de algo mais relacional e criativo.

3. Ocupação total

Depois de produzir conteúdo relevante nas duas escutas, é hora de maximizar o impacto com a ocupação total. Isso significa distribuir o mesmo conteúdo em formatos e plataformas diferentes, garantindo que ele chegue ao maior número possível de pessoas, ocupando todos os espaços.

  • Multiplicação de formato: um artigo de blog pode se transformar em um vídeo no YouTube, um post no Instagram, um infográfico compartilhável e até um episódio de podcast.
  • Reaproveitamento de conteúdo: um estudo de caso pode ser reaproveitado em eBooks, webinars ou newsletters.
Bimarketing: ocupação total
Imagens de exemplo do canal da bextplay, que faz parte da Bext.vc

Essa reutilização inteligente de conteúdo economiza tempo e recursos, garantindo que a marca esteja presente em vários canais sem precisar reinventar a roda a cada nova publicação. A ocupação total maximiza o retorno sobre o conteúdo produzido e mantém a marca visível e relevante em várias frentes.

4. Otimização total

A otimização total acontece depois da publicação, e combina dois movimentos sobre o que já foi provado eficaz pelos dados — nunca um movimento isolado.

Movimento 1 — Reotimização: você identifica, pelos dados de performance pós-publicação, qual conteúdo e quais tags/termos performaram acima da média, e reotimiza esse conteúdo específico — título, thumbnail, abertura, tags — usando os termos que geraram o melhor resultado.

Movimento 1 — Reotimização: você identifica, pelos dados de performance pós-publicação, qual conteúdo e quais tags/termos performaram acima da média, e reotimiza esse conteúdo específico — título, thumbnail, abertura, tags — usando os termos que geraram o melhor resultado.
Imagens de exemplo do canal da bextplay, que faz parte da Bext.vc

Movimento 2 — Expansão semântica: a partir do mesmo tema que já performou bem, você produz novas variações semânticas desse tema. Por exemplo, se “financiamento imobiliário” performou bem, produzir também sobre “financiar imóvel” — mesmo tema, semântica diferente.

Movimento 2 — Expansão semântica: a partir do mesmo tema que já performou bem, você produz novas variações semânticas desse tema. Por exemplo, se "financiamento imobiliário" performou bem, produzir também sobre "financiar imóvel" — mesmo tema, semântica diferente.
Imagens de exemplo do canal da bextplay, que faz parte da Bext.vc

Os dois movimentos sempre andam juntos. Reotimizar sem expandir deixa dinheiro na mesa, porque um único conteúdo, por melhor que fique, tem teto. Expandir sem reotimizar desperdiça a chance de melhorar o que já é comprovadamente bom antes de multiplicar ele.

A ocupação total garante presença em todos os espaços. A otimização total garante que o esforço futuro vá para o que já provou que funciona.

Quem criou o bimarketing

Allan Patrick de Almeida e Metzger, mais conhecido como Allan de Almeida e Metzger (@comallandealmeida) nas redes sociais, é empresário, marqueteiro e escritor. Atua há mais de 12 anos na área de marketing e hoje é CMO e sócio da Bext.
Allan apresentando os números de marketing da Bext

Allan Patrick de Almeida e Metzger, mais conhecido como Allan de Almeida e Metzger (@comallandealmeida) nas redes sociais, é empresário, marqueteiro e escritor. Atua há mais de 12 anos na área de marketing e hoje é CMO e sócio da Bext.

É autor do livro “Tudo é Conteúdo” e criador do framework bimarketing. Formou-se em Psicologia e em Marketing, e se especializou em gestão de marketing e em neuromarketing.

É um dos principais nomes do marketing de conteúdo no mercado financeiro brasileiro, com um viés de educação muito profundo: boa parte do que produz existe para explicar, de um jeito simples, temas que o mercado costuma tratar como complicados.

Antes de 2018, Allan produzia conteúdo do jeito que a maioria produz: pelo que parecia relevante pra ele, não pelo que o público já pedia. O resultado era sempre o mesmo, esforço grande e retorno médio. A virada veio de uma pergunta simples que não saía da cabeça dele: e se o conteúdo nascesse de onde a demanda já existe, em vez de nascer da intuição sobre o que deveria interessar? Essa pergunta virou, ainda em 2018, o esqueleto do que hoje é o bimarketing.

Allan de Almeida e Metzger, e Gaspar Motta no podcast os Bexters, da Bext.
Allan de Almeida e Metzger, e Gaspar Motta no podcast Os Bexters, da Bext.

Em 2021, Allan entrou para a Bext, fintech de crédito com garantia de imóvel, um mercado técnico e denso, onde a maioria dos concorrentes cometia o mesmo erro que ele já tinha cometido anos antes. Aplicou o bimarketing desde o primeiro conteúdo, e acompanhou, mês após mês, o que acontece quando o conteúdo para de nascer de suposição e passa a nascer de demanda real.

Hoje, o bimarketing é o método usado internamente na Bext para transformar temas tecnicamente complicados, como crédito com garantia de imóvel, em conteúdo que o público realmente procura, entende e compartilha.

Por que o bimarketing funciona

O diferencial de uma boa estratégia de conteúdo não é produzir mais. É ocupar um assunto inteiro e, depois, otimizar com base no que a própria audiência já provou que funciona.

Isso muda a forma como um time de marketing de conteúdo organiza o trabalho. Em vez de tentar acertar um conteúdo perfeito logo de cara, parte da produção serve para mapear o terreno. Só depois o esforço se concentra no que já deu certo.

O bimarketing é uma forma prática de organizar a produção de conteúdo, sem mistérios. Não importa se a empresa está começando ou já tem uma audiência sólida: o sistema é simples de aplicar e traz resultados reais. E o melhor de tudo é que ele ajuda a aproveitar ao máximo cada conteúdo criado, multiplicando o impacto de forma eficiente.

Bimarketing: funciona?
Imagens de exemplo do canal da bextplay, que faz parte da Bext.vc

“Um ponto importante: bimarketing não é o mesmo que BI-marketing, termo usado para inteligência de dados aplicada a marketing. São coisas diferentes, mesmo com nomes parecidos.”

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