Entenda quais são as etapas do financiamento imobiliário Itaú

Leia em 8 minutosO financiamento imobiliário Itaú tem oito etapas: simulação e envio da proposta, análise de crédito, entrega de documentos, avaliação do imóvel, análise jurídica, confirmação e assinatura do contrato, registro em cartório e liberação do crédito. Se você está perto de comprar um imóvel financiado pelo Itaú, saber essas etapas ajuda a organizar prazos e evitar imprevistos no meio do caminho. A seguir, veja o que acontece em cada fase, quanto tempo costuma levar e quais documentos o banco pede. Resumo: etapas do financiamento imobiliário Itaú Este conteúdo foi elaborado integralmente por um profissional altamente qualificado, com ampla experiência no mercado financeiro. Etapa 1: Simulação e envio da proposta O processo começa com a simulação do financiamento, feita pelo app ou pelo site do Itaú. Nessa etapa você informa o valor do imóvel, a entrada disponível e o prazo desejado, e o banco mostra as condições possíveis para o seu perfil. Depois de simular, o passo seguinte é enviar a proposta de financiamento, com os dados pessoais e informações complementares. É a partir daqui que o banco começa a análise formal do seu pedido. Se você ainda não escolheu o imóvel, isso não é problema. O Itaú permite enviar a proposta e passar pela análise de crédito antes mesmo de fechar a compra, e a carta de crédito aprovada fica válida por um período para você negociar com calma. Etapa 2: Análise de crédito Aqui o banco avalia renda, perfil e histórico do cliente para saber se você pode arcar com as parcelas do financiamento. Uma vantagem do Itaú nessa etapa: diferente do que costuma acontecer em outros bancos, não é preciso enviar documentos previamente para essa primeira análise, o que agiliza bastante o processo. Os prazos de resposta variam conforme o valor do financiamento. Para propostas de até R$ 1,5 milhão, a resposta costuma sair em até uma hora. Para valores acima disso, o prazo pode chegar a um dia útil. Com o crédito pré-aprovado, você já sabe exatamente quanto pode gastar, o que facilita a escolha do imóvel dentro do seu orçamento real. Etapa 3: Envio de documentos e formulários Com o crédito aprovado, é hora de formalizar a documentação. O banco solicita comprovantes de renda, documentos pessoais e informações do imóvel escolhido, além de dados complementares que podem variar conforme o seu perfil (autônomo, CLT, sócio de empresa, entre outros). Todo esse envio pode ser feito pelo app do Itaú, o que elimina a necessidade de ir até uma agência física em boa parte dos casos. Se você tiver algum documento pendente, o consultor responsável avisa quais faltam. Etapa 4: Avaliação do imóvel Essa é a etapa em que uma empresa de engenharia parceira do banco visita o imóvel para avaliar seu estado de conservação e confirmar se o valor pedido está de acordo com o mercado. Ao final, é emitido um laudo técnico que autoriza a continuidade do processo. Vale lembrar que a taxa de avaliação de engenharia costuma ser cobrada antes dessa vistoria acontecer. Esse valor é separado das demais tarifas do financiamento. Se o imóvel tiver alguma irregularidade na documentação ou não passar na avaliação, o processo pode travar nessa etapa. Por isso, verificar a situação do imóvel antes de fechar negócio evita atrasos. Etapa 5: Análise jurídica Em paralelo à avaliação técnica, a equipe jurídica do Itaú analisa a matrícula do imóvel no cartório de registro. O objetivo é confirmar que não existem pendências, dívidas, penhoras ou qualquer outro impedimento que possa travar a transferência da propriedade. Essa etapa também verifica a documentação do vendedor e do comprador. Se houver alguma pendência, o banco pode solicitar documentos extras antes de liberar o andamento do financiamento. Etapa 6: Confirmação dos dados e assinatura do contrato Com a avaliação do imóvel e a análise jurídica aprovadas, chega o momento de revisar todos os dados informados durante o processo: taxa de juros escolhida, sistema de amortização (SAC ou misto), prazo e valor das parcelas. Depois dessa conferência, é hora de assinar o contrato de financiamento com o banco e com o vendedor do imóvel. É possível que uma taxa de contratação seja cobrada nesse momento, e o valor pode variar conforme as condições negociadas. Etapa 7: Registro em cartório A assinatura do contrato não encerra o processo. O documento precisa ser levado ao Cartório de Registro de Imóveis para formalizar a alienação fiduciária, que é a garantia dada ao banco enquanto o financiamento estiver em aberto. Na prática, isso significa que o imóvel fica formalmente vinculado ao banco até a quitação total das parcelas, mas você já pode morar nele normalmente. O cartório costuma exigir também o comprovante de pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), que é de responsabilidade municipal. O tempo de registro varia bastante de cidade para cidade, dependendo do volume de trabalho de cada cartório. Etapa 8: Liberação do crédito Só depois que o registro é comprovado ao banco é que o crédito é efetivamente liberado. Segundo o próprio Itaú, essa liberação acontece em até 10 dias úteis após a avaliação do imóvel e o registro em cartório. Um ponto importante: o valor não cai na conta do comprador. O Itaú paga diretamente o vendedor do imóvel, encerrando assim todo o processo. Quanto tempo demora todo o financiamento imobiliário Itaú Não existe um prazo fixo, porque cada etapa depende da agilidade na entrega de documentos, de pendências na matrícula do imóvel e do volume de trabalho do cartório escolhido. Ainda assim, dá para ter uma ideia com base nos prazos médios de cada fase: Somando essas fases, um financiamento sem imprevistos costuma levar entre 45 e 60 dias, do envio da proposta até o dinheiro ser repassado ao vendedor. Taxas e condições do financiamento imobiliário Itaú Além de conhecer o passo a passo, vale entender as condições que o banco oferece, porque elas mudam o valor final das parcelas. O Itaú trabalha com duas linhas principais de crédito imobiliário: Taxa pré-fixada: o percentual de juros é fixo do início ao
Devo Amortizar todo mês ou uma vez por Ano? ATUALIZADO

Leia em 5 minutosSe você tem um financiamento imobiliário, provavelmente já ouviu falar que amortizar economiza dezenas, às vezes centenas, de milhares de reais. A dúvida que fica é outra: vale mais a pena separar um dinheiro todo mês para amortizar, ou juntar tudo e fazer uma amortização só, uma vez por ano? A resposta direta é: amortizar uma vez por ano, com um valor maior, costuma economizar mais do que amortizar o mesmo total dividido em parcelas mensais. A diferença não é gigante, mas existe, e entender por quê muda a forma como você organiza o seu dinheiro. Foi exatamente esse teste que o Gaspar Motta fez no vídeo que deu origem a este artigo, rodando os dois cenários lado a lado no simulador de amortização da Bext. Principais pontos deste artigo Confira o vídeo completo com o Gaspar Motta explicando essa simulação na prática, incluído neste post. O que é amortização e por que ela é importante Amortizar é pagar, de forma antecipada, parte do valor que você ainda deve ao banco, sem contar os juros. É diferente da parcela normal, que mistura juros e abatimento da dívida. O motivo de a amortização economizar tanto dinheiro está na forma como o financiamento é montado. Tanto a tabela Price quanto a SAC são estruturadas para o banco receber a maior parte dos juros no início do contrato. Isso significa que, principalmente no começo, boa parte da sua parcela mensal cobre juros, e só uma fração pequena realmente reduz o que você deve. Quando você faz uma amortização extra, todo o valor vai direto para o abatimento da dívida, sem passar pelos juros. É por isso que, muitas vezes, o valor de uma única parcela extra elimina três ou quatro parcelas lá no final do contrato. Tabela Price e SAC: o efeito da TR na sua dívida As duas tabelas de amortização mais usadas no Brasil funcionam de formas diferentes. Na tabela Price, a parcela é fixa no início, mas cresce ao longo do tempo por causa da correção monetária. Na tabela SAC, a parcela começa mais alta e vai diminuindo mês a mês, porque o abatimento da dívida é constante. Existe ainda um fator que costuma pegar quem financia de surpresa: a TR (Taxa Referencial), usada para corrigir o saldo devedor. Em um financiamento de R$800 mil, taxa de 12% ao ano e TR de correção, o total de juros pagos ao longo de 360 meses na tabela Price passa de R$2,4 milhões, fora mais R$319 mil só de correção monetária. Na tabela SAC, o total de juros fica menor, mas a correção ainda soma mais de R$200 mil. Esse é o motivo pelo qual amortizar financiamento faz tanta diferença: você reduz o saldo que sofre essa correção mês após mês, e não só o valor da parcela que aparece no boleto. Amortizar no prazo ou na parcela? Quando você faz uma amortização extra, o banco costuma te dar duas opções: reduzir o prazo do contrato, mantendo a parcela como está, ou reduzir o valor da parcela, mantendo o prazo original. Reduzir o prazo é, na prática, a opção que mais economiza. Também é a mais simples de acompanhar, porque você só repete a mesma amortização várias vezes até quitar o contrato mais cedo. Reduzir a parcela pode aliviar o orçamento mês a mês, mas estica menos a economia total, porque a dívida continua sofrendo juros e correção por mais tempo. Nos exemplos abaixo, todas as simulações usam a redução no prazo. Amortizar todo mês: Price e SAC Simulando um financiamento de R$800 mil, 360 meses, taxa de 12% ao ano mais TR, amortizando R$1.750 por mês, os resultados são: Tabela Price Sem amortização Com amortização mensal Total a pagar R$3.566.229,33 R$1.831.706,20 Parcelas 360 190 Primeira parcela R$7.862,91 R$7.862,91 Última parcela R$12.259,90 R$2.228,50 Quitação julho de 2056 maio de 2042 Resultado: 170 parcelas a menos e economia de R$1.734.523,13. Tabela SAC Sem amortização Com amortização mensal Total a pagar R$2.609.650,55 R$1.591.752,50 Parcelas 360 164 Primeira parcela R$9.825,44 R$9.825,44 Última parcela R$3.502,13 R$4.888,51 Quitação julho de 2056 março de 2040 Resultado: 196 parcelas a menos e economia de R$1.017.898,04. Amortizar todo mês exige disciplina: é um valor que sai do seu caixa de forma recorrente, mês após mês, independente de imprevistos. Amortizar uma vez por ano: Price e SAC Agora, usando o mesmo valor anual, cerca de R$21.000 uma vez por ano (o equivalente a quase três parcelas de R$1.750), o resultado muda: Tabela Price Sem amortização Com amortização anual Total a pagar R$3.566.229,33 R$1.745.451,48 Parcelas 360 166 Primeira parcela R$7.862,91 R$7.862,91 Última parcela R$12.259,90 R$9.366,84 Quitação julho de 2056 maio de 2040 Resultado: 194 parcelas a menos e economia de R$1.820.777,85. Tabela SAC Sem amortização Com amortização anual Total a pagar R$2.609.650,55 R$1.553.543,85 Parcelas 360 157 Primeira parcela R$9.825,44 R$9.825,44 Última parcela R$3.502,13 R$5.313,88 Quitação julho de 2056 agosto de 2039 Resultado: 203 parcelas a menos e economia de R$1.056.106,70. Repare: em ambas as tabelas, a amortização anual economiza mais do que a mensal, mesmo colocando praticamente o mesmo total de dinheiro por ano. Isso acontece porque a antecipação concentrada reduz o saldo devedor de uma vez, cortando juros e correção futuros mais cedo, em vez de ir reduzindo aos poucos, mês a mês. Na prática, cada perfil profissional tem uma forma diferente de levantar esse valor uma vez por ano: quem recebe 13º salário pode usar parte dele, quem trabalha com comissão ou bônus pode reservar uma fatia dos meses mais fortes, quem vende mais em datas específicas do ano pode aproveitar esse pico. O importante é se organizar com antecedência para ter o valor disponível na data da amortização. Quando não vale a pena amortizar Amortizar financiamento nem sempre é a decisão mais vantajosa. Tudo depende da diferença entre a taxa do seu financiamento (somada à TR) e o retorno que você conseguiria com esse dinheiro investido. Se o seu financiamento tem taxa de 12% ao ano mais TR, e você consegue um investimento rendendo
Juliano Custódio: De Blog a R$ 52 Bilhões no Mercado Financeiro

Leia em 3 minutosJuliano Custódio é o fundador e CEO da EQI Investimentos, uma das maiores corretoras independentes do Brasil. Ele começou a carreira longe do mercado financeiro, na área de TI de um banco, e hoje comanda uma empresa com dezenas de bilhões de reais sob custódia. A história de Juliano Custódio mistura disciplina, conteúdo gratuito na internet e decisões arriscadas. Foi justamente um blog sobre finanças, criado quase por acaso, que deu origem à EQI. Confira também a entrevista completa no nosso podcast “Os Bexters“: Este artigo é baseado em um episódio do Os Bexters, o podcast da Bext apresentado por Allan de Almeida e Gaspar Motta. A cada episódio, recebemos convidados que fazem acontecer no seu mercado — empreendedores, executivos e nomes de referência que compartilham histórias reais sobre negócios, dinheiro e decisões que mudaram suas trajetórias. Ouça o episódio completo nas plataformas de áudio ou acompanhe no YouTube. Quem é Juliano Custódio Gaúcho de Porto Alegre, Custódio se formou em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Aos 18 anos, passou em concurso público e começou a trabalhar no Banrisul, na área de tecnologia da informação. Em 2002, decidiu mudar de rumo. Foi atrás de uma vaga em uma corretora e acabou recebendo o contato de Marcelo Maisonnave, um dos fundadores da XP Investimentos. Ali começou sua trajetória como agente autônomo de investimentos, atendendo clientes e construindo uma carteira própria. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Bext (@bext.vc) Do blog “Eu Quero Investir” à criação da EQI Por volta de 2010, com a bolsa em um momento ruim, Custódio foi a um evento de marketing digital em Santa Catarina em busca de novas ideias. Saiu de lá decidido a criar um blog para explicar finanças de forma simples. Nasceu o “Eu Quero Investir”, com textos sem jargão e sempre gratuitos. A proposta funcionou: o blog passou a converter clientes em todo o país e o pequeno escritório de agente autônomo cresceu rápido. Em 2017, a incorporação de outros escritórios parceiros (Clamber Investimentos e AKF Investimentos) tornou a EQI o maior escritório de agentes autônomos dentro da estrutura da XP. A virada estratégica: de agente da XP a sócia do BTG O crescimento levantou uma questão maior: como transformar o escritório em uma corretora própria. A XP não topou seguir esse caminho, e Custódio encontrou no BTG Pactual o parceiro disposto a bancar o projeto. Em julho de 2020, a EQI deixou a XP e passou a operar em parceria com o BTG, que se tornou sócio da empresa. Na época, a EQI já reunia cerca de R$ 9 bilhões em recursos de clientes. Em 2021, a EQI recebeu autorização do Banco Central para operar como corretora de valores mobiliários. A EQI Investimentos hoje Sob a liderança de Juliano Custódio, a EQI Investimentos deixou de ser apenas um escritório de assessoria e passou a atuar em várias frentes: corretora própria, gestora de recursos, atendimento private e um braço internacional, com escritório aberto em Miami. A empresa também avança em crédito, com emissão de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e planos de criar uma originadora de crédito para pessoas físicas e jurídicas. O objetivo declarado por Custódio é ambicioso: transformar a EQI em uma instituição bancária completa nos próximos anos. Apesar do crescimento, o discurso de Custódio segue o mesmo desde os tempos de blog: reduzir o medo do brasileiro de investir e explicar finanças sem complicação. O que a trajetória de Juliano Custódio tem a ver com crédito e inovação financeira A história da EQI mostra como simplificar o acesso a produtos financeiros complexos pode gerar confiança e escala. Esse é um princípio que também guia a Bext: usar tecnologia para tornar o crédito com garantia de imóvel mais simples de entender e mais acessível para quem precisa. Conclusão Juliano Custódio transformou um blog de finanças em uma das maiores corretoras independentes do país, hoje associada ao BTG Pactual. A trajetória mostra que simplicidade e constância na comunicação podem valer tanto quanto capital. Se você também está em busca de soluções financeiras mais simples e transparentes, vale conhecer as opções de crédito com garantia de imóvel disponíveis na Bext.
Como fazer um financiamento imobiliário em 2026

Leia em 15 minutosComprar um imóvel sempre foi uma grande decisão, tanto financeiramente quanto emocionalmente. Em 2026, com mudanças nas taxas, novas regras de crédito e mais opções digitais, entender como fazer um financiamento imobiliário deixou de ser apenas uma vantagem e passou a ser uma necessidade real. Quem não compreende o processo acaba pagando mais caro, assumindo riscos desnecessários ou simplesmente desistindo do sonho da casa própria. Este conteúdo foi elaborado integralmente por um profissional altamente qualificado, com ampla experiência no mercado financeiro, atuante na Bext Capital, uma das principais fintechs de crédito do país. Não houve utilização de inteligência artificial ou qualquer ferramenta automatizada em sua produção. O que é e como funciona o financiamento imobiliário em 2026 O financiamento imobiliário é uma forma de crédito em que o banco paga o imóvel à vista para o vendedor, e o comprador devolve esse valor ao longo dos anos, em parcelas mensais acrescidas de juros e correção. Na prática, funciona assim: Em 2026, os financiamentos continuam sendo, em média, de até 80% do valor do imóvel, dependendo do perfil do comprador, do banco e do tipo de imóvel. Financiamento imobiliário em 2026: documentação necessária A documentação exigida no financiamento imobiliário é dividida em documentos do comprador, do imóvel e do vendedor. Ter tudo organizado desde o início acelera o processo e reduz exigências do banco. Documentação do comprador Documentação do imóvel Documentação do vendedor A lista exata pode variar de acordo com o banco, o tipo de imóvel e o perfil do comprador, mas esses documentos formam a base do financiamento imobiliário residencial. Quanto mais completa estiver a documentação desde o início, mais rápido e seguro tende a ser todo o processo. Financiamento imobiliário em 2026: imóveis aceitos O financiamento imobiliário tradicional é voltado para imóveis residenciais, ou seja, imóveis destinados à moradia. De forma geral, os bancos aceitam: Esses imóveis precisam estar regularizados, com matrícula individualizada e finalidade residencial claramente definida. Outros tipos de imóveis, como salas comerciais, lojas, galpões, terrenos sem construção ou imóveis com uso comercial, não entram no financiamento imobiliário residencial. Nesses casos, a operação costuma ser tratada como financiamento imobiliário comercial, normalmente enquadrada no SFI, com regras, taxas e condições diferentes. Entender essa separação é essencial para evitar erros comuns, como tentar financiar um imóvel comercial acreditando que ele seguirá as mesmas condições de um financiamento residencial. Alternativas ao financiamento imobiliário em 2026 Antes de optar pelo financiamento imobiliário, é fundamental avaliar outras formas de aquisição de um imóvel. Cada alternativa apresenta vantagens e limitações quando comparada ao financiamento tradicional, especialmente em termos de custo, tempo e previsibilidade. Compra à vista (total ou parcial) Consórcio imobiliário Uso de recursos próprios somados ao FGTS No geral, o financiamento imobiliário é o caminho mais usado porque permite comprar o imóvel agora e pagar aos poucos, com prazos definidos e parcelas previsíveis. As outras alternativas podem funcionar em situações específicas, mas exigem mais cuidado, pois podem prender dinheiro, atrasar a compra ou gerar insegurança ao longo do processo. Como funciona a entrada no financiamento imobiliário em 2026 A entrada é a parte do valor do imóvel que não será financiada pelo banco. Em 2026, a maioria das instituições financia até 70% ou 80% do valor do imóvel, o que exige que o comprador disponha do restante como entrada. Exemplo prático: A entrada é uma negociação direta entre comprador e vendedor. A forma como ela será feita depende do acordo entre as partes e pode envolver diferentes tipos de pagamento. A entrada pode ser formada por: Ter uma entrada maior reduz o valor financiado e o saldo da dívida, impactando diretamente o valor das parcelas e o comprometimento mensal de renda, sem alterar a taxa de juros definida pelo banco. Como financiar imóvel usando FGTS O FGTS pode ser utilizado no financiamento imobiliário como uma ferramenta importante para reduzir o valor a ser pago ao longo do contrato. Em 2026, ele continua podendo ser usado de três formas principais: Para utilizar o FGTS, algumas regras básicas precisam ser atendidas: Quando utilizado de forma planejada, o FGTS reduz o valor financiado e o saldo da dívida, ajudando a tornar o financiamento mais equilibrado ao longo do tempo. Usá-lo sem estratégia pode diminuir seu impacto e desperdiçar uma oportunidade de economia relevante. Entenda como funciona a taxa pré-fixada e a taxa pós-fixada no financiamento imobiliário As taxas de juros são um dos pontos mais importantes do financiamento imobiliário, porque determinam quanto você vai pagar a mais pelo imóvel ao longo dos anos. Em 2026, os financiamentos continuam sendo oferecidos, principalmente, com taxas pré-fixadas ou pós-fixadas, e entender a diferença entre elas evita escolhas equivocadas. Na taxa pré-fixada, o percentual de juros é definido no momento da contratação e permanece o mesmo durante todo o financiamento. Isso significa que, desde a assinatura do contrato, o comprador sabe exatamente qual será a taxa aplicada ao saldo devedor, independentemente do que aconteça com a economia. Essa modalidade traz previsibilidade e segurança, pois protege o financiamento contra oscilações de mercado e mudanças nos juros ao longo do tempo. Por outro lado, em períodos de juros elevados, a taxa pré-fixada pode começar mais alta, justamente por já embutir essa proteção. Já na taxa pós-fixada, os juros não são totalmente definidos no contrato, pois parte do custo do financiamento varia de acordo com um índice econômico, como inflação ou outro indicador utilizado pelo banco. Em geral, esse tipo de taxa costuma começar mais baixa do que a pré-fixada, o que torna as parcelas iniciais mais atrativas. No entanto, o risco está no longo prazo. Se o índice utilizado subir, o valor das parcelas e o custo total do financiamento também aumentam, o que pode comprometer o orçamento ao longo dos anos. A escolha entre taxa pré-fixada e pós-fixada depende do perfil do comprador, da estabilidade da renda e da tolerância ao risco. Quem busca previsibilidade costuma preferir a taxa pré-fixada, enquanto quem aceita variações e acompanha o cenário econômico pode